
UniSecovi inicia 29ª turma do Curso de Incorporação Imobiliária com aula sobre fundamentos do setor
A Universidade Corporativa Secovi-SP (UniSecovi) deu início à 29ª turma do Curso de Incorporação Imobiliária nesta segunda-feira, 20 de julho, reunindo profissionais de diferentes áreas do mercado, como direito, engenharia, arquitetura e administração. A coordenação do curso é do Hamilton Leite, e a aula inaugural contou com a participação de Celso Petrucci, diretor de Economia do Secovi-SP.
Com quase 50 anos de atuação no mercado imobiliário e quase duas décadas à frente da área de pesquisa econômica do Secovi-SP, Petrucci apresentou aos alunos o passo a passo de uma incorporação imobiliária, desde a prospecção e aquisição do terreno até a entrega das unidades e a instalação do condomínio. Ele destacou que o processo completo de um empreendimento costuma levar em torno de 60 a 77 meses, a depender da complexidade jurídica e urbanística de cada projeto.
O executivo também resgatou o marco histórico da atividade, lembrando que as principais leis que sustentam o setor até hoje datam da década de 1960, entre elas a Lei de Incorporação (Lei 4.591/1964), a lei que criou o BNH e a caderneta de poupança (Lei 4.380/1964) e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, instituído em 1966. Segundo ele, esses instrumentos foram determinantes para elevar o índice de urbanização do país, que era de cerca de 65% nos anos 1960 e hoje supera 85%.
Durante a apresentação, Petrucci reforçou a importância da segurança jurídica na aquisição de terrenos e do patrimônio de afetação como mecanismos que sustentam a solidez do setor, e citou casos de mercado que ilustram os riscos da atividade, incluindo empreendimentos que enfrentaram longos processos judiciais antes de serem viabilizados.
Ao tratar do cenário econômico para 2026, o diretor de Economia apontou que o mercado imobiliário paulistano deve manter volume de vendas semelhante ao dos últimos anos, com possível avanço da produção voltada ao programa Minha Casa, Minha Vida e leve retração no segmento de médio e alto padrão. Ele citou ainda que a cidade de São Paulo produziu cerca de 70 mil unidades do programa no ano passado e deve superar 80 mil unidades em 2026, além de ter registrado mais de 114 mil apartamentos vendidos nos últimos 12 meses.
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